segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tarde


O sol arde. Mas tão forte

como ao meio dia.

É uma tarde em Assis.

Como estará o Norte?

Reinará a alegria?

Estará como Deus quis.

Um môrno vento balbucia

entre as ramagens morenas.

E por entre águas pequenas,

vai aumentando o caudal,

até morrer na represa,

que é seu reino temporal!

Azuis cintilantes e lindos,

mesclam a terra ao céu!

E o leque vai se abrindo,

entre espumas douradas,

escondendo as pegadas,

dos colibris!

A força bruta tremenda,

alia-se à inteligência!

E uma descomunal moenda,

vai moendo as águas ribeiras,

desaguando em torneiras,

com total urgência!

Mas adentrando o panorama,

a cidade descortina-se operosa,

em cada coração há um drama,

em cada alma fogosa,

uma esperança reclama...

E como em férias ativas,

a natureza tudo ensina,

e as crianças muito vivas,

vão se exercitar na piscina...

No escritório papai comanda.

Em casa mamãe faz prenda.

No campo como na venda,

tudo vibra e tudo anda.

Um bolo gostoso ao jantar,

o sino da capelinha;

o passeio das velhinhas,

o riso das criancinhas

que “dormem” com as galinhas...

Isto Assis recomenda bem:

O que será que Assis tem?...


Maria Luiza Soares Fernandes

Nenhum comentário:

Postar um comentário