A gema cai por terra,
Quebrando vidrilhos,
Esfacelando buris,
No Cristo da serra.
O sangue dos rubis,
Que o clarão descerra,
Molha de brilhos,
Os olhos vermelhos,
Dos Filhos da Terra!
Mãos esfarinham.
Caras abocanham.
Mãos acarinham.
Bocas assanham!
De mil maneiras,
À caça da fama,
Urdiu-se besteiras,
Nos colos das camas.
Depois das cadeiras,
Os peitos das amas,
Adormeceram soneiras,
Em orgias romanas!
Atravesso o postigo.
Ilumino a janela.
Sinto o castigo
Abaixo do umbigo.
Ardo em procela!
O raio seco estala,
A língua de água,
Que abate a fala,
No seio da frágua!
Recolho preciosamente
A semente do amor,
Compondo no vitral da mente,
O calvário de sal e suor!
Maria Luiza Soares Fernandes 20-09-1983
Nenhum comentário:
Postar um comentário