
O sal da força,
a cinza nossa,
aprende um caminho...
Quando um bebezinho,
nasce contente,
contenta a semente...
Junto à cidade,
o sal invade,
o campo de sol...
E o sal na noite,
brilha nas flores,
salga os amores...
Os frutos da terra,
na messe enterra,
o vigor da vida...
E a vida esquecida,
junto ao lixo,
enche-se de bichos...
A água salpica,
a grama rica,
e o sereno cai...
Sentimento vadio,
quando bate o frio,
inunda os ares...
E nos altares,
orando à messe,
sublima-se a prece...
É a luta ingente,
é o sonho demente,
no sal do ar da gente!
Maria Luiza Soares Fernandes
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