O sol arde. Mas tão forte
como ao meio dia.
É uma tarde em Assis.
Como estará o Norte?
Reinará a alegria?
Estará como Deus quis.
Um môrno vento balbucia
entre as ramagens morenas.
E por entre águas pequenas,
vai aumentando o caudal,
até morrer na represa,
que é seu reino temporal!
Azuis cintilantes e lindos,
mesclam a terra ao céu!
E o leque vai se abrindo,
entre espumas douradas,
escondendo as pegadas,
dos colibris!
A força bruta tremenda,
alia-se à inteligência!
E uma descomunal moenda,
vai moendo as águas ribeiras,
desaguando em torneiras,
com total urgência!
Mas adentrando o panorama,
a cidade descortina-se operosa,
em cada coração há um drama,
em cada alma fogosa,
uma esperança reclama...
E como em férias ativas,
a natureza tudo ensina,
e as crianças muito vivas,
vão se exercitar na piscina...
No escritório papai comanda.
Em casa mamãe faz prenda.
No campo como na venda,
tudo vibra e tudo anda.
Um bolo gostoso ao jantar,
o sino da capelinha;
o passeio das velhinhas,
o riso das criancinhas
que “dormem” com as galinhas...
Isto Assis recomenda bem:
O que será que Assis tem?...
Maria Luiza Soares Fernandes


