
Não sabe o mundo, mas eu,
Do grande amor em mim,
Sempre a que mais ardeu,
No fogo sacro que se ergueu,
No fundo abismo que trago em mim!
Eu o amava mais que o próprio Deus
Porque o sentia mais que o Divino.
Na voz de homem destes meus
Caminhos tortos que é meu destino,
Ardo a febre de desejo tigrino.
Estás em mim como o pensamento,
Como meu sangue e meu absinto.
Estrela muda do meu firmamento,
Verdade pura a quem nunca minto!
Só o ter-te é ao meu sofrimento.
Quero-te, oh flor da alma em sonho!
Padeci de desejos vis e tão sublimes,
Sei rir qual louca um riso tristonho...
À lágrima, porém, tudo enfim redimes!
Quis remir os meus desejos à hora,
Que senti fundo o corpo despertado.
E a cada beijo que atiravas fora,
Morreu em mim à dor do meu pecado.
E a solidão por ti o amor chora!
Quero você, amo a ti, desejei-te, mas!
Mas nunca a vida terá este sentido.
Loucura minha, paixão do céu entristecido,
Por não ter provado o gosto teu jamais!
Assim, amei-te em paz do gesto dolorido!
E se seguires adiante nesta tua vida,
Ao lado de outra que te completa,
Morrerei de ciúmes e dor embrutecida,
Como dríade ferida por tua seta.
Como te amei morrerei perdida.
Do grande amor em mim,
Sempre a que mais ardeu,
No fogo sacro que se ergueu,
No fundo abismo que trago em mim!
Eu o amava mais que o próprio Deus
Porque o sentia mais que o Divino.
Na voz de homem destes meus
Caminhos tortos que é meu destino,
Ardo a febre de desejo tigrino.
Estás em mim como o pensamento,
Como meu sangue e meu absinto.
Estrela muda do meu firmamento,
Verdade pura a quem nunca minto!
Só o ter-te é ao meu sofrimento.
Quero-te, oh flor da alma em sonho!
Padeci de desejos vis e tão sublimes,
Sei rir qual louca um riso tristonho...
À lágrima, porém, tudo enfim redimes!
Quis remir os meus desejos à hora,
Que senti fundo o corpo despertado.
E a cada beijo que atiravas fora,
Morreu em mim à dor do meu pecado.
E a solidão por ti o amor chora!
Quero você, amo a ti, desejei-te, mas!
Mas nunca a vida terá este sentido.
Loucura minha, paixão do céu entristecido,
Por não ter provado o gosto teu jamais!
Assim, amei-te em paz do gesto dolorido!
E se seguires adiante nesta tua vida,
Ao lado de outra que te completa,
Morrerei de ciúmes e dor embrutecida,
Como dríade ferida por tua seta.
Como te amei morrerei perdida.
Maria Luiza Soares Fernandes
Nenhum comentário:
Postar um comentário